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O “Rinoceronte” no Teatro TAIB (SP/1987) e o projeto “Teatro – Finanças Práticas”, parceria com a VISA e BID, no Complexo da Maré (RJ/2016)

No programa da primeira produção teatral da Kavantan, RINOCERONTE, escrevemos:

programa_rinoceronte_300x388“O Brasil possui um imenso universo cultural, composto por uma gama variável de elementos, indo de simples cantigas de roda às sofisticadas ‘instalações’ com utilização de eletrônica, de manifestações tradicionais regionalistas às novas propostas regidas pelos princípios da comunicação de massas.

Embora a criação seja tão vasta, o consumo cultural é restrito em nosso país. A grande maioria das obras não se efetiva, não sai da cabeça dos seus criadores. E as que se concretizam, quase sempre, atingem um círculo reduzido de pessoas.

Contribuir para a valorização desses projetos culturais, de variados tipos e tendências, bem como a difusão dos mesmos no âmbito da sociedade é a nossa proposta.

Para isso é necessário sensibilizar homens e empresas, mostrar a importância do apoio às atividades culturais, fazer a ponte entre os artistas e os recursos necessários à concretização de seus eventos.(...)”

Muita coisa mudou nestes 30 anos, mas a Kavantan continua acreditando na importância da Cultura para melhorar a vida da população, levando emoção, informação, conscientização, alegria, entretenimento, enfim, ampliando as experiências no universo da sensibilidade e da arte.

Ao analisarmos esse período, no entanto, percebemos que apesar da evolução das políticas de acesso à cultura, dos mecanismos criados para apoio e patrocínio, seja na esfera governamental ou na corporativa, e das tecnologias nos meios de produção e gestão cultural, o consumo de arte e cultura segue polarizado, geograficamente concentrado, e uma grande parcela da população permanece sem oportunidade de contato.

Vemos também que, se por um lado um grande estrato da população não tem acesso aos bens culturais, por outro uma parcela significativa das empresas e instituições não tem as informações necessárias para criar boas práticas nos campos do marketing sociocultural e da política cultural dentro de suas organizações, apesar de muitas vezes objetivarem ações nesse sentido.

Entendemos nosso papel dentro desse cenário e nossa responsabilidade após acumular tantos anos de experiência nas mais diversas áreas da arte, cultura e educação. Persistimos na atividade cotidiana de encontrar formas de viabilizar a produção e a fruição das propostas artísticas, e felizmente temos resultados positivos para compartilhar.

É o que faremos aqui nesse espaço, comemorando os nossos 30 anos de atividades!